Nos Bastidores

Sindicato dos petroleiros e taxistas protestam contra aumento no preço dos combustíveis em Manaus

Grupo protestou contra o preço da gasolina (Patrick Marques/G1)

Membros do Sindicato dos Petroleitos (Sindipetro) do Amazonas e do Sindicato dos Taxistas do Amazonas, fizeram uma manifestação contra o aumento do preço dos combustíveis em um posto de gasolina na Avenida Cosme Ferreira, em Manaus, nesta quinta-feira, 4. É a quinta alta do ano nos preços da gasolina, e a quarta no valor do litro do diesel.

De acordo com o coordenador geral do Sindipetro, Marcos Ribeiro, a manifestação tem o intuito de trazer para debate o motivo dos aumentos recentes do valor dos combustíveis. Segundo ele, a Petrobras aplica o preço do combustível baseado no mercado internacional.

“Isso é um absurdo. A Petrobras é uma empresa estatal, tem a capacidade de abastecer o nosso mercado interno. Por que a gente, trabalhador que ganha em real, tem que comprar a gasolina a preço do dólar?! Esse é o debate que queremos realizar”, disse Ribeiro.

Ainda segundo ele, a categoria é contra a privatização de refinarias em todo o país e, inclusive, uma no Amazonas. Ele afirma que, com as refinarias operando com 100% da capacidade, o combustível poderia ser vendido a um preço mais acessível para a população.

“Das 13 refinarias que temos no país, o governo e a Petrobras colocaram à venda oito refinarias, com um discurso falso de que vai gerar concorrência. A nossa refinaria, a única do Amazonas, única da região Norte vai concorrer com quem?!”, questionou.

Ribeiro alegou ainda que a refinaria responsável por abastecer a região não está funcionando com 100% da capacidade e uma unidade de produção de gasolina foi parada pelo governo em 2020, para que o combustível fosse comprado de fora.

“Estamos comprando dos Estados Unidos e de outros países um produto que podemos produzir aqui a um preço justo, que vai ser baseado no nosso mercado e de qualidade. Estamos comprando a preço do dólar. A população está sendo afetada com isso, principalmente aqueles que precisam disso para trabalhar”, afirmou.

O diretor Sindicato dos Taxistas, Marcio Fleury, comentou que a classe se sente sufocada com os reajustes que a Petrobras tem praticado. Segundo ele, com os reajustes no preço dos combustíveis, faz com que os trabalhadores tenham que “pagar para trabalhar”.

“Queremos mostrar para as autoridades que estamos sufocados com os constantes reajustes. Estamos pagando para trabalhar. O país está em recessão, com uma taxa altíssima de desemprego, em pandemia. Como vão fazer isso?!. Não adianta trabalhar só a política de impostos. Isso não vai resolver o problema. O problema está na questão da adoção da prática dos preços em cima do mercado internacional”, disse Fleury.

Gasolina a R$ 3,50

Durante o ato, os sindicatos fizeram uma ação para abastecer 100 táxis ao valor de R$ 3,50 no posto onde a manifestação aconteceu.

O valor, segundo ele, foi baseado em um estudo do preço que poderia ser praticado pela Petrobras, caso não houvesse a aplicação do valor do mercado internacional e a não privatização das refinarias.

“Foi baseado no estudo feito que esse seria o preço que a Petrobrás poderia aplicar mantendo o lucro da Petrobras, mantendo os impostos, que não são os principais responsáveis e mantendo o lucro do dono do posto. Basta a Petrobras mudar essa política e deixar as refinarias operarem com 100% de sua capacidade”, finalizou Ribeiro.


(*) Com informações do G1




 

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