Nos Bastidores

Meghan Markle revela que família real temia que pele de seu filho fosse muito 'escura'

Príncipe Harry, Meghan Markle e a apresentadora Oprah Winfrey, durante a exibição da entrevista bombástica dada a apresentadora. (Foto: Divulgação/Deadline)


Meghan Markle, a duquesa de Sussex, disse em entrevista bombástica à apresentadora Oprah Winfrey na noite desse domingo, 7, que sua vida na realeza britânica era tão isolada e solitária que ela "não queria mais estar viva" - uma admissão impressionante, que, provavelmente, abalará os alicerces da instituição centenária.

Na primeira entrevista desde que ela e o marido, o príncipe Harry, anunciaram os planos de se afastar de cargos importantes na família real britânica, Meghan se descreveu como a vítima de um Palácio de Buckingham obcecado por imagem, que pesava em tudo, desde o "quão escura" seria a cor da pele do filho Archie até a frequência com que ela almoçava com os amigos.

O especial de TV foi muito aguardado porque, devido à separação efetiva do palácio, Harry e Meghan agora podem falar mais livremente sobre a família real. E o casal não se conteve.

Meghan revelou várias informações sobre a vida privada do casal, incluindo a informação de que os dois se casaram três dias antes do casamento oficial e que o segundo filho que estão esperando é uma menina.

Quando a conversa se voltou para as dificuldades da vida como uma trabalhadora da realeza, Meghan começou a lutar contra as lágrimas.

Ela disse que os pensamentos "de não estar mais viva" eram incrivelmente difíceis de suportar e que estava receosa de compartilhá-los com o marido.

"Eu estava realmente com vergonha de dizer isso na época e com vergonha de ter que admitir para Harry, especialmente, porque eu sei quantas perdas ele sofreu. Mas eu sabia que se não dissesse, eu o faria - e eu simplesmente não queria mais estar viva", disse ela.

Falta de compreensão

Durante a entrevista, veiculada em horário nobre da televisão dos Estados Unidos e incansavelmente promovida pela CBS, Meghan disse que se sentiu vítima de um "assassinato de caráter" na mídia britânica e das maquinações de uma instituição centenária que valoriza mais a forma como é vista do que o bem-estar da família real.

"Eles estavam dispostos a mentir para proteger outros membros da família, mas não estavam dispostos a mentir para proteger a mim e a meu marido", disse ela.

As revelações impressionantes de Meghan ajudaram a abrir a cortina que cobria o motivo pelo qual ela e Harry se separaram dos Windsors no ano passado.

O acordo foi formalizado no mês passado, quando eles concordaram com o palácio de que não voltariam como membros trabalhadores da família real.

O casal disse que permanecerá comprometido com "uma vida de serviço", mas a mudança alimentou conversas sobre uma rixa entre eles – agora moradores da Califórnia – e a família real britânica.

O acordo permite que Harry, que ainda é o sexto na linha de sucessão ao trono britânico, e Meghan mantenham seus títulos reais concedidos a eles pela Rainha. Mas os dois renunciarão a seus patrocínios reais, que serão redistribuídos entre os outros membros da família real.

Harry disse que a decisão de recuar se resumiu a "uma falta de entendimento" entre os dois lados.

Meghan reclamou especificamente de como a vida se tornou solitária e isolada depois de seu casamento. Ela disse que, às vezes ,não tinha permissão para sair para almoçar com amigos porque era muito coberta pela mídia.

"Estou em todo lugar, mas em lugar nenhum", acrescentou Meghan. "Todo mundo estava preocupado com a ótica."

Quando o fardo se tornou insuportável, sozinha, Meghan disse que procurou a ajuda de recursos humanos no Palácio de Buckingham. Ela afirma que foi informada de que não era funcionária da instituição e que precisaria buscar ajuda em outro lugar – o que lhe disseram que não poderia.

Meghan disse que era particularmente difícil fazer uma cara feliz enquanto sofria em silêncio. Ela contou sobre uma noite, em particular, no Royal Albert Hall com o marido, enquanto os dois estavam sentados juntos no camarote real.

"Cada vez que aquelas luzes se apagavam", disse ela, "eu só chorava e ele segurava minha mão."

Quando as luzes voltaram a se acender, Meghan disse "você só precisa estar ligada de novo".

'As pessoas dirigem a instituição'

A duquesa de Sussex disse que foi bem-vinda na própria família – mas os membros da família eram diferentes "das pessoas que dirigiam a instituição".

Ela disse que a Rainha Elizabeth II, a avó de Harry, sempre foi maravilhosa, calorosa e acolhedora.

Meghan falou sobre rumores de uma disputa com Kate, a esposa do Príncipe William e a Duquesa de Cambridge. Foi dito ela fez Kate chorar por causa de vestidos, mas, segundo Markle, foi ela própria quem chorou.

"Não houve confronto", disse Meghan.

Ela se recusou a discutir o incidente mais porque Kate se desculpou com ela. "Não acho que seja justo para ela entrar em detalhes sobre isso", acrescentou Meghan.

O especial de TV cai em um momento já tenso para a realeza, com o príncipe Philip, o marido da rainha de 99 anos, passando uma terceira semana no hospital, após um procedimento cardíaco na quinta-feira, 4.

A realeza provavelmente está ciente do provável impacto que o espetáculo televisionado poderia ter sobre o público.

O palácio encontra uma bomba que conta tudo na TV aproximadamente uma vez por geração. Uma entrevista de 1970 com o abdicado Rei Edward VIII e Wallis Simpson representou problemas para o palácio, 25 anos antes das confissões da princesa Diana serem assistidas por dezenas de milhões na Grã-Bretanha.

A entrevista gerou uma espécie de batalha de relações públicas entre os Sussex e aliados do Palácio de Buckingham. Na terça-feira, 2, após o lançamento de clipes promocionais divulgados antes da entrevista, o The Times de Londres publicou um artigo que alegava que Meghan intimidou vários membros da equipe.

A história cita assessores reais não identificados, dizendo que uma queixa em 2018 afirmava que a Duquesa expulsou dois assistentes pessoais de sua casa no Palácio de Kensington e minou a confiança de um terceiro membro da equipe. A CNN não conseguiu confirmar as afirmações.

As fontes disseram que abordaram o The Times porque sentiram que a versão de Meghan, que havia surgido publicamente, era apenas parcialmente verdadeira e que estavam preocupados com a forma como as questões de bullying foram tratadas.

O relatório disse que as fontes acreditam que o público "deveria ter uma ideia do seu lado da história" antes da entrevista do casal com Winfrey.

O Palácio de Buckingham disse estar "muito preocupado" com as alegações descritas no relatório e que investigará. Um porta-voz dos Sussex rejeitou a reportagem do Times como "uma campanha de difamação calculada".

 

(*) Com informações da CNN Brasil.


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