Nos Bastidores

Jovem é torturado e baleado por policiais militares em Manaus

 

Filho de PM, o rapaz foi baleado nas mãos pelos policias (Divulgação)


Os momentos do horror em que viveu na tarde da última quarta-feira, 10, deixaram marcas profundas na mente e nas mãos de um motorista de aplicativo de apenas 24 anos. Ele havia saído de casa para resolver compromissos pessoais, quando foi interceptado por policiais militares da Força Tática, na rua A, bairro Jorge Teixeira, zona Leste de Manaus. Até aquele instante, o jovem não suspeitava o que estaria por vir.

O motorista, filho de um PM, estava acompanhado de um colega, quando os agentes pediram que os dois saíssem do veículo. Mas, diferente de abordagens rotineiras legalmente autorizadas a serem praticadas por agentes de seguranças, ele e o amigo foram arrastados para dentro da viatura e levados para o ramal do Brasileirinho.

Ao Em Tempo, o advogado da vítima, Alexandre Magno, detalhou os momentos dramáticos vividos pelo motorista. "Quando chegaram ao ramal, os policiais o torturaram psicologicamente, afirmando, a todo momento, que iriam lhe matar. Perguntavam por armas de fogo, algo que ele sequer tinha conhecimento, e que, por isso, não havia como responder. A tortura passou a ser física também, quando os PMs atiraram contra as mãos do meu cliente e do colegas dele", contou.

De acordo com Magno, os policiais pretendiam matar os dois rapazes, e os colocaram de joelhos para consumarem o duplo homicídio. Entretanto, um carro de passeio passou no ramal e atrapalhou os planos criminosos dos PMs, que ordenaram às vítimas que fugissem do local. 

O motorista de aplicativo irá acionar a Justiça para processar os policiais envolvidos no caso.

O que diz a SSP-AM

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) informou que a ocorrência foi registrado na Corregedoria. Confira, na íntegra, a nota da pasta:

O caso foi registrado na Corregedoria e as primeiras diligências já foram tomadas, inclusive, um dos denunciantes já compareceu para depor. Será pedida a abertura de um Inquérito Policial Militar para o melhor esclarecimento dos fatos.


(*) Com informações do Em Tempo

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