Nos Bastidores

Empresa lança cruzeiro 'sem destino' apenas para vacinados contra a Covid-19

O navio Britannia, da empresa P&O, fará sua primeira viagem exclusiva para imunizados em julho. (Foto: Divulgação/Pinterest)

Em meio ao avanço da vacinação no Reino Unido, com mais de 20 milhões de pessoas imunizadas, a companhia de cruzeiros britânica P&O Cruises anunciou um novo projeto de turismo: navios "para lugar nenhum" com pacotes exclusivos para viajantes locais que já estão protegidos da covid-19.

O primeiro cruzeiro deve partir no final de junho do porto de Southampton, na Inglaterra, se mantendo na costa local, e deve permanecer apenas nos mares, sem paradas programadas em outros portos, com a ideia de que os passageiros admirem a beleza das ilhas apenas de dentro do navio, ainda respeitando as medidas contra a pandemia.

"Nós realmente iremos analisar a previsão do tempo em cada cruzeiro para tentar levar nossos navios a onde esteja quente e ensolarado", detalhou o presidente da P&O Cruises, Paul Ludlow, em um comunicado destacando os atrativos da viagem

Outra gigante do setor, a Royal Caribbean também já está planejando pacotes marítimos exclusivos para imunizados para lançar seu novo navio, o Odyssey of the Seas, que deve partir de Israel em maio. Ao contrário do navio britânico, o cruzeiro deverá ter destino: as ilhas gregas e Chipre.

Segundo a P&O, em comunicado à CNN Internacional, suas primeiras viagens do novo projeto serão no navio Britannia, que normalmente acomoda cerca de 3,647 passageiros.

Sua nova embarcação, nomeada como Iona, com capacidade para 5.200 viajantes, deve partir do porto pela primeira vez em agosto, na Escócia. Os passageiros também terão que comprovar que tomaram as duas doses da vacina contra covid-19 e ainda contratar um seguro viagem.

Já os funcionários do cruzeiro não terão vacinação obrigatória, mas passarão pelo que a P&O define como "um regime rígido de testagem e quarentena", assim como testes regulares durante o percurso.

A empresa ainda confirmou que continuará empregando medidas de segurança como "distanciamento social apropriado e o uso de máscaras em certas áreas do navio", sem detalhar também como irá certificar a vacinação, já que no Reino Unido não existe carteirinha de imunização obrigatória.


(*) Com informações da Nossa (UOL).

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