Nos Bastidores

Cães e gatos também podem sofrer com a depressão

 

A doença pode ser identificada através de reações dos bichinhos (Divulgação)


O Brasil é um dos países que mais sofre com a depressão. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o país é o segundo com maior número de depressivos nas Américas, com 5,8% da população. Mas não são só os humanos que sofrem com o “mal do século”. Nossos amiguinhos de quatro patas também apresentam sintomas como depressão e ansiedade. Embora o assunto ainda seja considerado um tabu na sociedade, até entre os humanos é preciso notar isso também nos animais de estimação. O sofrimento pode ser identificado por meio de reações anormais nos bichinhos, como alterações comportamentais.

Para entender melhor sobre o assunto, o Em Tempo conversou com a médica veterinária Ylla Biavatii, que atua na área de clínica médica, em pequenos animais, com foco em nutrição clínica na cidade de Manaus. Segundo a profissional, os animais apresentam alguns sintomas visíveis quando estão com depressão. “Eles se comportam de formas parecidas aos humanos com a depressão. Se isolam, não querem comer. Possuem sentimentos, assim como os humanos”.

Apesar dos sintomas aparecerem sentimentos passageiras a veterinária alerta sobre o acompanhamento profissional. “Nem sempre estes sintomas são depressão ou ansiedade. Às vezes isso pode estar relacionado a alguma outra doença. Por isso é importante que o tutor leve seu pet em um veterinário”.

Diferença entre cães e gatos

Muitas pessoas que gostam de animais dizem que cães e gatos são diferentes. No caso da depressão, esta opinião faz todo o sentido. Ylla Biavatti conta como funciona o comportamento das espécies. “Os cães são seres sencientes, ou seja, são animais que têm o poder de sentir. Eles choram e se isolam. Bem parecido com o comportamento humano mesmo”.

Quanto aos felinos o comportamento é diferente. “Os gatos vivem sempre naquele mundinho deles e só aquilo que importa. Em minha vida profissional, ainda não vi gatos com depressão. Não se pode achar que tudo é depressão também”.

Outros comportamentos também podem ser perceptíveis. “Quando você caminha com seu pet, observe se ele possui a mesma energia que sempre teve. Às vezes não realizar a mesma rotina com seu cão, levando ele para passear só algumas vezes, pode levá-lo a ter depressão. Então observe se o pet continua brincando normalmente, mas é claro que animais idosos são diferentes. Eles se tornam mais ranzinzas e se isolam por conta da idade mesmo”.

Existem também opções de terapia parecidas com a dos humanos. “Após fazer exames e descartar outras doenças. O veterinário pode entrar com medicamentos homeopáticos e antidepressivos. Sessões de terapia também podem ser indicadas com veterinários especializados em comportamento canino".

Pandemia também pode afetar os pets 

A especialista alerta também aos problemas que a pandemia pode causar. Como o isolamento social obrigou mais pessoas a ficarem em casa, mudar bruscamente essa rotina de convivência com seu tutor pode causar problemas. “Os pets ficam mais apegados aos tutores que passam mais tempo em casa. Então agora que a maioria das pessoas voltaram a sair de casa para trabalhar ou estudar, eles tendem a desenvolver esse apego. Então é preciso ficar atento a sintomas depressivos com isso”.

O melhor remédio para se evitar essas doenças ainda é a naturalidade. “É preciso deixar o cão seu cão. Deixar ele brincar, correr, dar uma comida e água adequada. É importante levar eles para passear duas vezes por dia também”.


(*) Com informações Em Tempo


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