Nos Bastidores

Belo é preso após fazer show em escola pública em plena pandemia

A Secretaria do Estado de Polícia Civil (SEPOL), por meio da Delegacia de Combate às Drogas (DCOD), prendeu o cantor Belo nesta quarta-feira, 17, durante a operação ‘É o que eu mereço’.


A ação ocorrida foi em cumprimento de quatro mandados de prisão preventiva e cinco mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça contra os responsáveis por promover a invasão e realização de um show, em meio a pandemia do novo coronavírus, na escola Ciep 326 Professor César Pernetta, localizada na comunidade Parque União, no Complexo da Maré.


Segundo os policiais, uma produtora de eventos, por meio de seus sócios e administradores, realizou e promoveu um show musical, que durou até a manhã do último sábado, 13, sem autorização da Secretaria de Estado de Educação (Seeduc). No local houve grande aglomeração  de pessoas, além do risco de propagação e contaminação do coronavírus.


“Como se tal situação, por si só, não fosse absurda e suficiente para uma resposta do estado, foi verificado junto à Seeduc que o evento ocorreu sem qualquer autorização, configurando verdadeiro esbulho/invasão de um prédio público para a realização de um evento privado, contrário ao interesse público e que serviu para propagar ainda mais a doença viral”, disse o delegado Gustavo de Mello de Castro, titular da DCOD.


Segundo a DCOD, a invasão de um estabelecimento de ensino, onde está localizado na comunidade Parque União, uma das áreas mais conflagradas do estado, onde a maior organização criminosa do Rio de Janeiro atua, somente poderia ocorrer com a autorização do chefe criminoso da localidade.


“Verifica-se que o cenário desenhado é um dos mais absurdos possíveis, na medida em que o “evento contagioso” não foi autorizado pelo Estado, mas pelo chefe criminoso local, que também teve a sua prisão preventiva decretada”, afirmou o delegado.


A Justiça também decretou a suspensão das atividades da sociedade empresária e bloqueio das contas bancárias dos investigados, até que se apure os prejuízos causados pela conduta criminosa.

(*) com informações do IstoÉ.

 


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