Nos Bastidores

Patrícia Lopes lidera disputa pela prefeitura, aponta pesquisa registrada no TRE-AM

 GABRIEL RICARDO – AGÊNCIA GR7

Manaus – A Terra das Cachoeiras, como é conhecida a cidade de Presidente Figueiredo, interior do Amazonas, está cada vez mais próximo de eleger a primeira mulher prefeita da história do município, aponta pesquisa eleitoral registrada no Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas – TRE-AM. Hoje, as mulheres ocupam apenas 11,7% das prefeituras brasileiras, para cada mulher prefeita, existem 7 prefeitos. No Amazonas, apenas 8% das cidades são governadas por mulheres.

A candidata ao cargo chefe do executivo municipal, Patrícia Lopes (MDB), aparece na liderança da disputa, de acordo com pesquisa realizada pela PROJETA PESQUISAS, registrada no TRE-AM com o número: 03189/2020. A pesquisa registrada tem confiança de 95% de acordo com os dados técnicos disponibilizados.

Com o cenário apresentado pela Projeta, Patrícia segue na disputa à frente de Caciques Políticos que, nos últimos 20 anos, se revezam no poder em um ciclo vicioso que está sob grande risco de ser quebrado.

Com análise em pesquisas realizadas nos exames minuciosos e sistemáticos do TCU, ficou claro que os municípios administrados por mulheres, apresentam 35% menos chances de envolvimento em casos de corrupção. Recebem menos doações nas campanhas, e investem mais em saúde.

Estudos destacam também que Programas de Saúde da Família tem cobertura maior em municípios geridos por mulheres.


O ‘ciclo’ de Romeiro Mendonça (PP) e Fernando Vieira (PL), que se revezaram na administração do município nas últimas duas décadas tendo protagonizando grandes polêmicas, está em declínio, isso se percebe pelo fato dos dois caciques políticos estarem com o maior índice de rejeição, como mostra a pesquisa.


Mulheres na Política

Luiza Erundina é uma assistente social e política brasileira, filiada ao Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) e atualmente deputada federal pelo estado de São Paulo. Ganhou notoriedade nacional quando foi eleita a primeira prefeita de São Paulo e representando um partido de esquerda, o Partido dos Trabalhadores (PT), em 1988.

É uma das fundadoras do Partido dos Trabalhadores (PT), em 1980, pelo qual se elegeu vereadora em 1982 e deputada estadual em 1986.

Chega à prefeitura da cidade em 1988 e dá prioridade à melhoria da assistência à saúde, à educação e ao transporte da população.

Carlota Pereira - nasceu em 13 de fevereiro de 1892, na cidade de São Paulo. Era filha de José Pereira de Queiroz e de Maria Vicentina de Azevedo Pereira de Queiroz. Formou-se pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo em 1926, com a tese Estudos sobre o Câncer. Interna da terceira cadeira de Clínica Médica da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro e chefe do Laboratório de Clínica Pediátrica (1928), foi assistente do professor Pinheiro Cintra.

Na Revolução Constitucionalista de 1932, ocorrido em São Paulo, organizou e liderou um grupo de 700 mulheres para garantir a assistência aos feridos. Assim, teve valiosa participação, lutando pelos ideais democráticos defendidos por São Paulo.

Ingressando na política, foi a primeira deputada federal da história do Brasil. Eleita pelo estado de São Paulo em 1934, fez a voz feminina ser ouvida no Congresso Nacional.

Seu mandato foi em defesa da mulher e das crianças, trabalhava por melhorias educacionais que contemplassem melhor tratamento das mulheres. Além disso, publicou uma série de trabalhos em defesa da mulher brasileira.

Luzia Alzira - (Jardim de Angicos, 29 de abril de 1897 — Natal, 28 de maio de 1963) foi uma política brasileira, a primeira mulher a ser eleita prefeita de um município na América Latina.

Como prefeita, foi responsável pela construção de estradas, mercados públicos e melhorias na iluminação pública da cidade. De acordo com a publicação afinal, o que as mulheres querem? durante seu governo "consta a construção de novas estradas, como aquela que liga Cachoeira do Sapo a Jardim de Angicos, além de ter construído escolas e ter implantado a iluminação pública a vapor."

Alzira é referenciada como pioneira quando se trata da participação política da mulher no Brasil e como exemplo diante do avanço dos ideais feministas e dos direitos das mulheres na política e sociedade. Sua participação na política tornou-se de conhecimento internacional e foi noticiado no jornal norte-americano The New York Times.[2] Em 1934 foram retiradas as limitações sobre o voto feminino e a partir de 1946 passou a ser obrigatório também às mulheres.

 

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