Nos Bastidores

Deputado bolsonarista quer que PF investigue Felipe Neto por 'crime de segurança nacional'

O deputado federal José Medeiros (Podemos- MT) quer que a Polícia Federal investigue Felipe Neto por "crime de segurança nacional".

Político da ala bolsonarista, Medeiros protocolou o requerimento em junho, listando ainda a deputada Sâmia Bomfim (PSOL - RJ), o deputado Glauber Braga (PSOL -RJ) e o candidato à prefeitura de São Paulo, Guilherme Boulos, com base na lei de segurança nacional. Todos os envolvidos só souberam do pedido agora.

Medeiros justifica seu requerimento com base na lei de segurança nacional pela participação e apoio de Felipe Neto e os demais no ato chamado "Antifa", que aconteceu em 31 de maio deste ano.

De acordo com o pedido do deputado, o ato na Avenida Paulista foi violento. Para Medeiros os manifestantes "iniciaram confrontos com os manifestantes pró-governo, agrediram cidadãos, depredaram patrimônio público, entraram em confronto com policiais e os agrediram, protagonizando cenas de barbárie na capital paulista". 




     



Ainda de acordo com o pedido de investigação à PF, "Tais cenas foram aterrorizantes e demonstram a vontade desse grupo em promover processos violentos para alteração da ordem política social, bem como a incitação à luta com violência entre as classes sociais, o que fere claramente a lei de segurança nacional em seu art. 23"

 
Deputado José Medeiros com o presidente Jair Bolsonaro (Foto: reprodução/ instagram)

Por meio de assessoria de imprensa, Felipe Neto afirma que, "como já é de conhecimento de todos, a partir do momento em que assumiu postura crítica em relação ao governo vigente, vem sendo alvo de uma criminosa campanha difamatória. Por esses motivos, e por confiar nas instituições responsáveis, Felipe Neto recebe com absoluta tranquilidade a notícia de que o referido deputado, em tentativa de silenciamento e confundindo manifestações de livre pensamento e crítica com atos antidemocráticos, próprios justamente do governo que ele apoia, solicitou à Procuradoria Geral da República que o investigue por crimes que jamais praticou". Felipe Neto finaliza reiterando que sua assessoria jurídica está acompanhando o ocorrido.





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