Nos Bastidores

Ratinho defende Bolsonaro e diz que "a imprensa está tentando derrubar o governo"


O apresentador do SBT, Ratinho, concedeu entrevista ao canal de José Luiz Datena no YouTube e disse que não é partidário do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), mas alguém que torce pelo Brasil, como torce pelo governo de João Doria em São Paulo ou de seu filho Ratinho Júnior, no Paraná. Também afirmou que a imprensa é dominada pela esquerda e faz de tudo para derrubar o presidente da República.

"A grande imprensa está tentando derrubar o governo. A esquerda não se conforma. E toda redação de jornal tem jornalista de esquerda. E eles tão batendo porque não aceitaram que perderam a eleição. Eu não sou bolsonarista, eu sou do Brasil. Eu torço pro Dória fazer um bom governo em São Paulo, e meu filho fazer um bom governo no Paraná."


Sobre o caso de Fabrício Queiroz, que participava de um suposto esquema de rachadinha, onde servidores da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) devolveriam parte de seus salários ao então deputado Flávio Bolsonaro (hoje senador pelo Republicanos-RJ), afirmou que os culpados devem pagar pelo erro e que o presidente não deve ser responsabilizado por isso.


"Se ele cometeu algo de errado, o Queiroz ou o Flávio, eles que paguem. Mas não é um crime para se derrubar o presidente da República. Colocaram o caso Marielle, contra o presidente da República. Não deu certo, colocaram outro caso."


Ainda defendeu o jeito truculento de Bolsonaro e disse que um pai faz de tudo para defender o filho, onde os acontecimentos seriam um grande esquema para manchar a imagem do líder do executivo. Também deixou claro que o erro dele é achar que as redes sociais possuem o mesmo impacto da televisão aberta.


"Ele é um militar. Fui deputado de 1990 até 1994 com Bolsonaro. Ele sempre foi desse jeito. Ele gosta dessas confusões também. Quando bate no teu filho, você não vai defender seu filho? Tudo é esquema. Eu nunca vi um presidente apanhar tanto. O grande erro do Bolsonaro é achar que uma mídia social tem o mesmo impacto que uma TV aberta."


Sobre a nomeação do novo ministro das Comunicações, Fábio Faria (PSD-RN), que é genro de Silvio Santos, Ratinho afirma que o dono do SBT não teve influência sobre sua escolha por Bolsonaro e pede que o deixem realizar seu trabalho.


"Coitado do Sílvio, não tem nada a ver com isso. Ele toca o SBT independente do governo. O Fabinho é o que mais fala com as emissoras. Ele é quem coloca panos quentes. Se deixarem ele trabalhar, ele vai explicar que o Brasil é mais importante que a próxima eleição."



Nenhum comentário