Nos Bastidores

Prefeito de Manaus Arthur Neto chama Bolsonaro de vigarista e explica porque não adotou lockdown.


Arthur Neto, prefeito de Manaus, concedeu uma entrevista ao Uol na tarde desta segunda-feira (18). Em conversa com o repórter Carlos Madeiro, o prefeito falou sobre as medidas em relação à capital amazonense para conter o avanço do coronavírus.

Indagado sobre não ter adotado ao lockdown, o prefeito justificou a decisão: "O tráfico de drogas é pesado, as facções se degladiam fortemente... Eu não sei o que eles não fariam para provocar um confronto que resultasse em mortes de civis. Seria um caminho muito drástico e a pessoa que tá com o filho com fome, vai sair de casa, procurar algo pra fazer, enfim... Então procuramos sempre o caminho da educação, até com peças (publicitárias) muito duras, procuramos chocar".

Para mais, o prefeito falou sobre as dificuldades de manter os manauaras em casa e criticou duramente a forma como o presidente Jair Bolsonaro vem se posicionando em relação à pandemia; "Tem um dado que as vezes tem que ressaltar. O presidente, a figura do presidente tem uma certa majestade, que o atual presidente faz tudo pra que ela desabe, né? E essa majestade dele ainda encontra certo eco por aqui (Manaus). Então, quando ele diz essas coisas 'agradáveis', e um gestor irresponsável, geralmente é agradável né? Você não vê vigarista antipático, se não ele não te engana né? vigarista antipático não consegue nada contigo. Vigarista tem que ser simpático pra ganhar tua confiança e te vender um relógio falso dizendo que é verdadeiro."

E continuou; "Ele (Bolsonaro) vem com essa conversa de vai pra rua. Sai de casa, vai atrás de comida, emprego... Tudo o que nós queremos e tudo o que os líderes mundiais ao contrário pregaram né? Primeiro saúde e depois se pensa no resto."


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