Nos Bastidores

Prefeito Arthur Neto esclarece porque lockdown seria o último recurso que adotaria na capital.


Arthur Neto prefeito de Manaus, explicou porque lockdown ainda não é uma idéia plausível para ser adotada na capital, mesmo em meio ao aumento constante de casos de coronavírus no Amazonas. Em entrevista, ele afirma que a medida pode" terminar em tiro e mortes".

Conforme a delcaração do prefeito, o lockdown poderia provocar uma revolta popular em meio a toda a tensão e desespero que já está instaurado com o caos na saúde.


"Alguém joga uma pedra em alguém, começa um tiroteio com bala de borracha que pode cegar alguém, começa a reação das pessoas, que vivem uma situação de desespero. Algo que termina dando em tiro, dando em morte", destacou.


Arthur esclarece que o lockdown seria o último recurso que ele adotaria e ainda assim precisaria ser detalhadamente avaliado.

"Eu encontrei pessoas que dizem que nós não temos instrumentos de repressão para sequer reprimir de verdade uma rebeldia popular de grandes proporções. Então, eu olho com responsabilidade o lockdown. Vamos analisar, fazer uma teleconferência e discutir. Mas, eu não posso declarar um lockdown sem ter absoluta segurança de que preciso dele como a gente usa um respirador. A gente usa o respirador mecânico só quando a gente acha que a pessoa vai morrer."


De acordo com o prefeito, a situação pode ser amenizada nos próximos dias com a chegada de médicos para reforçar o quadro de saúde no estado e a abertura de novos leitos.


"A situação de horror é amenizada, se Deus quiser, com a chegada, que foi uma intervenção benigna do ministro Teich e do general Pazuello, chegou muita gente para o governo do Estado. Se essas pessoas vão resolver ou não, a gente vai ver daqui a pouco, se vai melhorar... Acho que piorar não pode, deverá melhorar.
Nosso hospital de campanha vai crescendo a cada momento. Estamos com organização nos sepultamentos".




Nenhum comentário