Nos Bastidores

"Eu não me calo", jornalistas protestam contra Bolsonaro.


Jornalistas fizeram protesto virtual contra Jair Bolsonaro, depois que o presidente mandou repórteres calarem a boca enquanto concedia entrevista hoje pela manhã, em frente ao Palácio da Alvorada, em Brasília.

Nas redes sociais, profissionais como Carla Vilhena, Fábio Pannunzio, Luciana Liviero, entre outros, saíram em defesa da categoria e levantaram a tag #EuNãoMeCalo.


Na GloboNews, veteranos como José Roberto Burnier e Natuza Nery também se solidarizaram com colegas ofendidos pelo presidente.


Em nota, a Associação Nacional de Jornais (ANJ) criticou Bolsonaro e afirmou que as ofensas são uma demonstração de caráter autoritário por parte do presidente.


"Mais uma vez, o presidente mostra sua incapacidade de compreender a atividade jornalística e externa seu caráter autoritário", diz a ANJ. "Os jornalistas trabalham para levar os fatos de interesse público ao conhecimento da população e têm o direito e o dever de inquirir as autoridades públicas."


Mais cedo, Jair Bolsonaro negou hoje que tenha pedido a cabeça do superintendente da Polícia Federal no Rio de Janeiro e, ao rebater uma reportagem da Folha de S.Paulo, fez ataques à imprensa que o aguardava na saída do Palácio da Alvorada.


Sem responder perguntas, o mandatário elevou o tom, inflamou seus apoiadores contra os jornalistas e chegou a gritar que os profissionais deveriam "calar a boca".


"Cala a boca, não perguntei nada. Cala a boca, cala a boca. Não tenho nada contra o superintendente do Rio e não interfiro na PF"


A ira decorre, segundo Bolsonaro, de uma reportagem da Folha publicada ontem. No texto, observa-se que a superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro é um foco de interesse da família Bolsonaro.




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